USP testa novo tratamento contra depressão: Eletrocutar os pacientes bem na cabeça... Desculpe... aiiaiai... leiam...
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Data de Postagem: quinta-feira, 27 de maio de 2010 21:44
Autor: Claudia Belfort
Assunto: USP testa novo tratamento contra depressão
O Hospital Universitário da USP está recrutando voluntários para testar um novo tratamento para depressão. A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC). A técnica consiste na aplicação de dois eletrodos-esponja sobre crânio do paciente (semelhantes aos usados em fisioterapia) por meio dos quais é enviada uma fraca corrente elétrica. Essa estimulação regularia a atividade em áreas do cérebro responsáveis pelo humor, pela sensação de depressão e de excitação. A pesquisa, pioneira no Brasil, é conduzida pelo psiquiatra Andre Brunoni que conheceu a técnica em 2008, na universidade de Harvard, Estados Unidos. Até o próximo ano, ele e outros profissionais envolvidos no estudo analisarão 120 voluntários (leia abaixo entrevista com o Dr. Brunoni). O voluntário deve entre 18 e 65 anos e sofrer de depressão moderada a grave. Os interessados podem mandar um email para pesquisacientificahu@gmail.com ou entrar em contato com a psiquiatra Lays pelo telefone: 11 3021-2222. * Dr. Brunoni, a aplicação da corrente elétrica dói? O que o paciente sente? Não. O método é totalmente indolor. O paciente pode sentir um formigamento na região em que é aplicada a estimulação, porém o efeito dura menos de um minuto. É preciso sedar o paciente? Não é necessário sedar, também não é necessário ter um acompanhante, pois o paciente sai bem ao fim da estimulação (não fica tonto, com dor de cabeça, etc.). Durante a estimulação, os pacientes costumam ficar lendo, vendo TV ou mesmo dormindo. Quanto tempo dura a aplicação? 30 minutos. Qual o tempo médio de um tratamento? 10 dias consecutivos, normalmente são excluídos fins de semana. Qual o intervalo entre as aplicações? 24h durante a fase de estimulação diária. Após as dez sessões, sabe-se que o efeito dura no mínimo 6 semanas (segundo estudos) mas o seguimento de longo prazo ainda está sendo investigado. Estamos com uma proposta a ser avaliada pelo comitê de ética para fazer uma manutenção de estimulação quinzenal por 6 meses. O paciente pode retomar suas atividades normais depois da aplicação? Sim, o paciente sai normal, não fica com efeitos colaterais, sedação, etc. * As informações divulgadas neste blog não substituem aconselhamento profissional. Antes de tomar qualquer decisão, procure um médico. |